FazGame – Apreender

Carla Zeltzer

“O FazGame foi pensado para fazer com que a escola se torne um ambiente mais interessante e divertido. Ter um game como pano de fundo é uma boa alternativa para chamar a atenção”

A tecnologia é uma forma poderosa de aproximar a educação do universo dos estudantes. Trazer o contexto em que os alunos vivem para dentro da sala de aula e usá-lo como ferramenta de ensino, com orientação dos professores, é uma alternativa para inovar no processo de aprendizado. Entre essas tendências está a gameficação, responsável por integrar elementos dos games às práticas pedagógicas. Foi dentro desse contexto que nasceu o FazGame, iniciativa cadastrada na plataforma Apreender.

O FazGame é um software de autoria de games educacionais narrativos desenvolvido para que professores e alunos possam criar games – mesmo sem ter conhecimento de técnicas de programação ou design – com conteúdos educacionais. Fazendo uso de um ambiente lúdico, que fala a linguagem das crianças e dos jovens, a ferramenta tem como propósito fazer com que os alunos tenham uma atuação proativa, como se os próprios estudantes fossem os criadores de conhecimento e fizessem isso elaborando games. Além disso, a solução visa desenvolver nos estudantes algumas das competências do século 21, como planejamento, criatividade, raciocínio lógico e resolução de problemas.

“O FazGame foi pensado para fazer com que a escola se torne um ambiente mais interessante e divertido. Ter um game como pano de fundo é uma boa alternativa para chamar a atenção”, explica Carla Zeltzer, cocriadora da solução.

A empresa disponibiliza um valor de assinatura mensal de acordo com a quantidade de usuários: quanto maior a escala (quantidade de usuários contratados), menor o valor/usuário. Essa personalização pode ser sentida também na fase de implementação da solução, com etapas de treinamento e planejamento com os professores, como também no acompanhamento do projeto e avaliação de impacto dos resultados. Por sinal, segundo a cocriadora do FazGame, avaliar o impacto da solução é fundamental para a empresa e uma das áreas que terá investimentos em 2016.

“Temos as avaliações nos próprios games, relatórios que solicitamos para que os usuários preencham e, em paralelo, fazemos reuniões de feedback envolvendo os professores, gestores e alunos. Juntando tudo isso, nós medimos a motivação e a melhoria de nota dos alunos por meio dos games”, conta.

O FazGame já é uma solução bastante estruturada. O modelo foi validado em escala e, atualmente, a plataforma se encontra no estágio de tracionar, ou seja, tornar as vendas recorrentes e ter um volume de negócios maior do que tem hoje. Porém, apesar de consolidada, a trajetória para chegar até onde está hoje foi longa.

“Tive um insight ao perceber que, apesar dos games serem uma ótima solução, eles são difíceis de criar e programar. Por isso, pensei: ‘E se existisse uma ferramenta de fácil utilização para os próprios alunos criarem games educacionais narrativos’? Foi então que comecei a correr atrás de parceiros e pessoas especializadas na área para que essa ideia fosse viabilizada e, com isso, se transformasse em realidade”.

Segundo Carla, a primeira versão do FazGame era bastante crua, porém não foi impedimento para começar a validar. “Já com a primeira versão, rodamos mais de dez instituições de ensino públicas e privadas. Durante este processo eu não digo que faria algo diferente, mas considero que ficar com os ouvidos atentos para estar de acordo com que as escolas precisam e, com isso, evoluir a plataforma foi algo que eu aprendi e levei para a construção da segunda versão do produto. Essa versão foi lançada no ano passado e é bem mais comercial, estruturada e remodelada segundo os feedbacks”, finaliza.