Mind Lab – Apreender

Claudio Franco

"Pensar na escala de distribuição e de operação da tecnologia antes mesmo de empreender é fundamental para o sucesso.”

As startups se diferenciam de empresas tradicionais principalmente por serem iniciativas que oferecem soluções tecnológicas e tenham modelo de negócio inovador, enxuto e escalável. No livro Lean Startup, Eric Ries afirma que são empresas criadas para desenvolver produtos ou serviços novos em condições de extrema incerteza.

Em educação, startups têm papel relevante e podem contribuir significativamente para uma área que precisa se reinventar. “Nesse contexto de negócios de impacto em educação, o movimento de startups e de empreendedorismo trouxe uma grande vantagem que é da própria visão de inovação na área. O perfil de startup é de buscar agilidade; de trazer uma ideia e fazê-la acontecer de forma rápida”, diz a consultora Adriana Martinelli.

A capacidade de escalar as soluções desenvolvidas para todo o país é uma característica muito forte desse modelo de negócio. No entanto, garantir escala e manter a qualidade do produto ou do serviço oferecido ainda é um grande desafio. Na educação básica brasileira, por exemplo, são aproximadamente 50 milhões de alunos nas escolas públicas e privadas. Ou seja, dada a demanda, uma solução criada por uma startup de impacto em educação já nasce buscando alcançar milhões de alunos de diferentes realidades do país. “É importante pensar na escalabilidade da sua solução logo no início do projeto. Realizar um protótipo numa escola ou num grupo não significa que a solução funcionará em escala muito maior. Pensar na escala de distribuição e de operação da tecnologia antes mesmo de empreender é fundamental para o sucesso”, diz Claudio Franco, diretor de inovação da Mind Lab, uma startup que cria tecnologias educacionais para desenvolvimento de habilidades e competências.

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