Ideação – Apreender

Mariana Castro

“Se tiver uma boa ideia, faça com que ela amadureça, ganhe forma e não perca tanto tempo para transformá-la em realidade. É preciso errar, testar e estar disposto a experimentar formatos diferentes.”

“Se tiver uma boa ideia, faça com que ela amadureça, ganhe forma e não perca tanto tempo para transformá-la em realidade. É preciso errar, testar e estar disposto a experimentar formatos diferentes.”

Qual o momento certo para recolher todas as ideias de negócio? E para definir soluções para um determinado problema? Para um empreendedor, essa etapa é chamada de ideação.

Durante a ideação, qualquer possível solução é válida, contanto que ela cumpra o objetivo de acumular o máximo de material de apoio para que a solução do problema seja criada. Para Mariana Castro, autora do livro Empreendedorismo criativo, o importante não é necessariamente encontrar uma fórmula inovadora, mas um diferencial “na forma de fazer, na experiência que proporciona, na maneira como constrói relacionamentos ou reinventa um segmento”.

Por isso, Mariana recomenda não esperar a grande sacada. A eficácia fica para a fase de prototipagem. “Se tiver uma boa ideia, faça com que ela amadureça, ganhe forma e não perca tanto tempo para transformá-la em realidade. É preciso errar, testar e estar disposto a experimentar formatos diferentes”, afirma.

No universo da educação, essa dica também é extremamente valiosa. Afinal, como pontua a consultora Adriana Martinelli, “em negócios de impacto em educação, não existe o que está certo e o que está errado. Existem, sim, ideias e soluções que podem ajudar a resolver o paradigma da educação no País”. Para isso, diz Martinelli, é preciso conhecer muito bem o ecossistema e seus atores.

Ao conhecer bastante o ecossistema de educação, é realmente possível criar ideias disruptivas que podem mudar o mundo. Michael Horn, autor do livro Disrupting Class: How Disruptive Innovation Will Change the Way the World Learns, contou, em entrevista ao Porvir, que ser disruptivo “significa que uma inovação transformou algo que era caro, complicado, centralizado e inacessível, que só servia a um número limitado de pessoas, em algo com um preço muito mais acessível, conveniente e simples, que pode servir a muito mais gente”.