Pais – Apreender

Você já parou para pensar que os estudantes passam grande parte do seu dia na escola e o restante fazendo atividades, muitas vezes, com a presença da família? Educação extrapola o ambiente escolar, com seus  gestores, professores, alunos e funcionários. Os pais e familiares também exercem papel fundamental no processo de aprendizagem.

A pesquisa Engajamento de pais na educação: cultivando a aprendizagem diária – uma colaboração entre Fundação Lemann, Omidyar Network e IDEO – teve como desafio “inspirar o envolvimento dos pais na educação em larga escala, de forma a beneficiar diretamente o aprendizado”. O estudo ressaltou: “Tratar a aprendizagem como uma habilidade para a vida é a ponte entre a casa e a escola. Os pais se sentem responsáveis por formar o caráter de seus filhos e passar valores para prepará-los para o futuro. Este tipo de aprendizado socioemocional é fundamental para o sucesso na escola. A estratégia adotada para o engajamento dos pais começa aqui: ajudar crianças a desenvolverem habilidades socioemocionais que impactam a aprendizagem, mas transcendem a sala de aula.”

O estudo também criou uma estrutura para um engajamento ativo que forma e apoia relacionamentos entre pais, filhos e escolas. A partir de mensagens de celular e/ou nas redes sociais, a equipe da pesquisa compartilhou conteúdos relevantes e atividades que podem ser realizadas pelos pais para apoiar o desenvolvimento de habilidades importantes para a formação de seus filhos.

A pesquisa Empreendedores de impacto: as dores e as delícias de inovar em educação identificou que poucos produtos são vendidos ou endereçados aos pais dos alunos. Menos ainda testados ou avaliados por eles. Em geral, para os empreendedores, o mais efetivo é buscar a escola. “É a escola que convence o pai a usar os produtos”, falam muitos empreendedores. A perspectiva é que, se a escola validou aquela solução, ela é interessante para os alunos.

Joseph Wilson escreveu para o portal MaRS que muitos produtos de startups são voltados para pais e familiares. Ele escreve que “alguns jogos e programas extracurriculares não são voltados para os professores como um complemento ao trabalho em sala de aula, mas para os pais como atividades de enriquecimento ou lição de casa que desafiam os alunos em novas formas”. Ele complementa ressaltando que a demora e a burocracia da venda para escola não acontece apenas no Brasil: “Afinal de contas, a compra desses produtos em uma escola pode levar meses para ser aprovada, enquanto os pais podem tomar decisões fora de seu próprio orçamento familiar quase instantaneamente”.

ESTUDOS E PESQUISAS

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