Governo – Apreender

Parcerias com o Poder Público são um dos principais caminhos para impactar e ganhar escala. A pesquisa Estudo de Oportunidades no Setor de Educação para Negócios Focados na População de Baixa Renda, produzida em 2013 pelo Inspirare em parceria com a Potencia Ventures, identificou que há um mercado potencial de mais de R$ 60 bilhões para esse tipo de negócio. O estudo analisou que as áreas de formação de professores, avaliação e gestão educacional são as mais promissoras para receberem investimentos, principalmente pelo maior impacto social e menores entraves regulatórios e burocráticos.

Já a pesquisa Empreendedores de impacto: as dores e as delícias de empreender em educação desenhou mais claramente a jornada do empreendedor de impacto em educação. Nela, descobriu-se que, como parceiro, o governo é visto com bons olhos pelos empreendedores em fase de prototipagem. O estudo explica que “escolas públicas parecem não ser uma barreira para que eles testem seus produtos e serviços. Alguns ressaltam ainda que, para as primeiras vendas, secretarias de educação menores, do interior, têm mais facilidade e liberdade de comprar produtos e serviços”.

 

Programas governamentais

Além disso, é possível se beneficiar de diversos programas governamentais, principalmente nas fases iniciais de um negócio ou em momentos em que se lançará um novo produto. O estudo ressaltou ainda que “empreendedores que sabem navegar bem no sistema de editais conseguem verba para tirar as ideias do papel, principalmente em projetos ligados à pesquisa e inovação”.

 

Dicas de programas


Tipos de contratação de serviços e produtos

No entanto, não há apenas uma maneira de se aproximar do Poder Público. Conforme a pesquisa Negócios de Impacto Social: Da estrutura da Empresa Nascente a sua aproximação com o Poder Público, feita pelo Laboratório de Empresas Nascentes em Tecnologia (LENT) em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), as contratações pelo governo são possíveis via Lei de Licitações Públicas; por Terceirização, ou seja, subcontratação de empresa nascente por empresas licitadas; e via modelo híbrido de contratação, que consiste em unir convênios com o Poder Público patrocinados pela iniciativa privada. Também há a opção de contratação a partir da inexigibilidade, quando o produto oferecido/demandado não possui concorrentes/produtos e serviços similares no mercado. Nessa situação, é possível realizar a contratação sem a necessidade de um edital.

 

PARA FAZER MAIS

Conheça a pesquisa lançada pela Iniciativa para Inovação na Educação Brasileira (IIEB), com o apoio do centro independente de pesquisa interdisciplinar InternetLab: Compras de tecnologia e inovação pelos órgãos públicos de educação.